O que os enfermeiros procuram no emprego?

published on 23 February 2022
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Para melhor entender esta profissão, exploraremos primeiro quem são os enfermeiros.

Como profissão detentora de alta responsabilidade assegurando os cuidados de saúde necessários à vida, os enfermeiros são profissionais licenciados, dotados de grande responsabilidade, trabalhando sob um código deontológico próprio que os orienta em prol da garantia de parâmetros de qualidade e de excelência únicos. Como classe profissional dinâmica, flexível e com competências acrescidas, possibilitam a prestação de cuidados de forma eficaz, segura e de qualidade.

Consequentemente, procuram o reconhecimento e a validação da sua profissão em condições laborais dignas e recompensadoras, sobre as quais se tem verificado uma maior preocupação, especialmente após a pandemia de coronavirus (COVID-19).

O dia-a-dia de um enfermeiro

A natureza do trabalho dos enfermeiros e as necessidades dos pacientes requerem uma presença de 24 horas nas instituições de saúde, o que implica um horário por turnos rotativos para a maioria destes profissionais.

Os turnos rotativos obrigam a uma gestão pessoal dinâmica e exigente. Esta adaptabilidade e capacidade de trabalhar em dias e horários diferentes, permite-lhes multiplicarem o seu trabalho, procurando na maioria das vezes um emprego adicional que lhes permita cobrir as horas livres do horário rotativo.

Neste sentido, uma grande quantidade de enfermeiros em Portugal trabalha por “duplos”.

“Duplos” referem-se a empregos “secundários” em regime de prestação de serviços noutras instituições de saúde que apresentem necessidades, além do emprego “principal” com contrato numa instituição de saúde.

Nasce assim o nome “duplo”, como sinónimo de prestação de cuidados em dois locais diferentes, permitindo o aumento de rendimento destes profissionais.

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No entanto, a realização de um duplo acarreta uma sobrecarga horária e difícil gestão de tempo. Por norma, as instituições onde os enfermeiros trabalham em “duplo”, exigem o fornecimento de disponibilidades mensais com um mínimo de horas semanais obrigatórias para facilitar o preenchimento do horário interno.

Este modelo de trabalho de “duplos” retira ao enfermeiro a flexibilidade necessária para uma eficiente gestão de horário, o que condiciona a sua vida pessoal, levando-o a afastar-se cada vez mais deste modelo de trabalho.

Por outro lado, com a evolução do mercado do trabalho e a procura por oportunidades cada vez mais flexíveis onde se preza o poder de decisão do trabalhador, esta classe profissional encontra-se também a viver a sua transição laboral, como é exemplo o trabalho exercido na MyCareforce.

Então, o que procuram em concreto os enfermeiros?

Os enfermeiros procuram assim aliar as suas disponibilidades mensais à possibilidade de prestar cuidados quando querem, onde querem e recebendo a remuneração que consideram justa para a sua experiência profissional.

Neste sentido e respondendo à pergunta que dá origem a este artigo, os enfermeiros procuram locais de trabalho que lhes ofereçam segurança, qualidade, remuneração justa e, acima de tudo, a possibilidade de serem verdadeiros gestores da sua vida pessoal e profissional.

Este artigo foi escrito por Miguel Graça, Head Nurse na MyCareforce, a plataforma que conecta profissionais a instituições de saúde. Utilize esta ferramenta como profissional, entre em contacto para publicar turnos como instituição ou acompanhe-nos no Instagram,  Facebook e LinkedIn.

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